Troca de Pele
1999
Amendoim e nylon
396 x 24 cm
Acervo Banco Itaú
Assim como em outras exposições recentes, nesta exposição o artista trata de implicações temáticas e formais, a vontade construtiva debruça-se sobre materiais e intenções, no desejo de tensionar problemas que vêm acompanhando esta linha da arte contemporânea. (…) Evocando os desenvolvimentos neoconcretos, talvez naquilo que na oportunidade não pôde se realizar, Ribenboim, na sequência de sua trajetória do design à computação gráfica, atualiza aquelas possibilidades por meio de operações que transpõem o orgânico em virtual.
Madeiras, peles, pedras, borrachas, fios – trepantes, enroscados, que articulam relações – permitem jogos e arranjos que remetem a uma idealidade: a arte como um exercício de imaginação e fantasia, de experiência e pensamento.
As articulações das peças repetem-se como que acenando ao imaginário em que a repetição fixa a regra, os procedimentos e processos. Articuladas entre si, as diversas peças da exposição geram o imaginário de corpos estranhos: trata-se ao mesmo tempo da estranheza que distancia e, simultaneamente, daquela estranheza que desloca o familiar.
1999
Madeira Amendoim e nylon
220 x ø 28,5 cm
Col. particular
1999
Madeira
85 x ø 45 cm
cada
- Texto para o catálogo da exposição
Troca de pele, Paço Imperial, RJ. Publicado
na revista Atlântica, número 39, 2004.