Ricardo
Ribenboim

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Créditos
Sem título
1999
Amendoim e nylon
396 x 24 cm
Acervo Banco Itaú

Assim como em outras exposições recentes, nesta exposição o artista trata de implicações temáticas e formais, a vontade construtiva debruça-se sobre materiais e intenções, no desejo de tensionar problemas que vêm acom­panhando esta linha da arte contemporânea. (…) Evocando os desenvolvimentos neoconcretos, talvez naquilo que na oportunidade não pôde se realizar, Ribenboim, na sequência de sua trajetória do design à computação gráfica, atualiza aquelas possibilidades por meio de operações que transpõem o orgânico em virtual.

Madeiras, peles, pedras, borrachas, fios – trepantes, enroscados, que articulam relações – permitem jogos e arranjos que remetem a uma idealidade: a arte como um exercício de imaginação e fantasia, de experiência e pensamento.

As articulações das peças repetem-se como que acenando ao imaginário em que a repetição fixa a regra, os procedimentos e processos. Articuladas entre si, as diversas peças da exposição geram o imaginário de corpos estranhos: trata-se ao mesmo tempo da estranheza que distancia e, simultaneamente, daquela estranheza que desloca o familiar.

Sem título
1999
Madeira Amendoim e nylon
220 x ø 28,5 cm
Col. particular
Sinos
1999
Madeira
85 x ø 45 cm
cada
  1. Texto para o catálogo da exposição
    Troca de pele, Paço Imperial, RJ. Publicado
    na revista Atlântica, número 39, 2004.